Enchentes pelo Brasil expõem importância do curso de Meteorologia; conheça

Ao concluir a graduação, o meteorologista está apto a compreender e interpretar os processos físicos e químicos responsáveis pelo comportamento da atmosfera

As trágicas enchentes que estão causando tantos prejuízos e matando dezenas de pessoas em várias regiões do Brasil são a confirmação de que é preciso cada vez mais ampliar a ação dos meteorologistas. Diante desta demanda crescente, o curso de Meteorologia pode ser uma opção para quem pretende ajudar a sociedade brasileira com seu conhecimento.

O curso de Meteorologia prepara profissionais habilitados a estudar a atmosfera terrestre, analisando variações climáticas, fenômenos naturais e demais fatores que influenciam as condições do tempo.

Ao concluir a graduação, o meteorologista está apto a compreender e interpretar os processos físicos e químicos responsáveis pelo comportamento da atmosfera. A partir da análise de dados como temperatura, índices de chuva, umidade do ar e ventos, além da leitura de imagens de radares e satélites, esse profissional consegue elaborar previsões e diagnósticos sobre as condições atmosféricas.

No mercado de trabalho, sua atuação é estratégica em áreas como agricultura, monitoramento por radares, geração de energia solar e eólica e também em aeroportos, onde avalia as condições necessárias para pousos e decolagens com segurança.

Como é o curso de Meteorologia?

A graduação em Meteorologia é oferecida na modalidade bacharelado, com duração média de quatro anos e aulas presenciais. Atualmente, não há oferta do curso na modalidade a distância (EaD) para a graduação. No entanto, em nível de pós-graduação, é possível encontrar formações presenciais e também EaD.

Outro ponto importante é que o curso não costuma ser oferecido por instituições privadas. Assim, quem deseja ingressar na área deve optar por universidades públicas. Entre as principais estão:

  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Universidade Estadual Paulista (UNESP)
  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do MEC, o curso deve capacitar o estudante para:

  • Desenvolver métodos e elaborar previsões do tempo;
  • Produzir diagnósticos e projeções climáticas;
  • Avaliar a poluição atmosférica e prever a dispersão de poluentes;
  • Aplicar técnicas de sensoriamento remoto;
  • Gerar e interpretar informações meteorológicas para agricultura, turismo e lazer;
  • Instalar e calibrar instrumentos meteorológicos, além de gerenciar redes e bancos de dados;
  • Modelar interações entre atmosfera, oceanos, biosfera e ciclos hidrológicos;
  • Apoiar o planejamento de transportes aéreo, marítimo e terrestre;
  • Colaborar com ações da Defesa Civil;
  • Estimar índices de conforto ambiental;
  • Atuar no ensino e na pesquisa;
  • Divulgar informações meteorológicas na mídia;
  • Prestar consultoria e emitir laudos técnicos na área.

As diretrizes também determinam que as instituições ofereçam oportunidades de iniciação científica e iniciação à docência, contribuindo para o desenvolvimento vocacional do estudante.

Pós-graduação em Meteorologia

Após a graduação, o profissional pode seguir para especialização, mestrado ou doutorado, com diferentes enfoques e metodologias. A pós-graduação é indicada para quem já possui formação em áreas correlatas e deseja aprofundar conhecimentos específicos em Meteorologia.

O que se aprende na faculdade de Meteorologia?

De acordo com o MEC, a matriz curricular combina conteúdos básicos e específicos, com foco no desenvolvimento das competências profissionais.

Conteúdos básicos: Física Geral, Matemática, Estatística, Computação, Dinâmica de Fluidos Geofísicos, Cartografia, Astronomia e Comunicação Oral e Escrita.

Conteúdos específicos: Física da Atmosfera, Instrumentação Meteorológica, Sensoriamento Remoto, Previsão do Tempo, Climatologia e Meio Ambiente.

Nas disciplinas específicas, o estudante aplica os fundamentos aprendidos nas matérias básicas, adquirindo conhecimento técnico para a atuação prática na profissão.

Ao concluir o curso, o egresso deve ser capaz de:

  • Interpretar fenômenos atmosféricos e temas relacionados;
  • Dominar tecnologias da área e contribuir para o desenvolvimento de novas ferramentas;
  • Atuar com postura crítica, criativa e ética na resolução de problemas.

As disciplinas podem variar conforme a instituição, mas seguem as diretrizes gerais. Como exemplo, na Universidade de São Paulo (USP), a grade curricular inclui matérias como:

Introdução à Física
Introdução às Ciências Atmosféricas
Climatologia
Elementos de Astronomia
Agrometeorologia
Micrometeorologia